COMPOSTO "4 Rs" DAS RELAÇÕES PÚBLICAS PLENAS

COMPOSTO "4 Rs" DAS RELAÇÕES PÚBLICAS PLENAS

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jornalismo e Relações Públicas. Conflito ou diferença?

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Jornalismo e Relações Públicas são áreas irmãs, mas diferentes.

E conflito entre elas é natural, pois o repórter - na maioria das vezes - quer saber aquilo que interessa ao público, enquanto o errepê quer divulgar aquilo que interessa à organização.

A arte da assessoria de comunicação - embreagem nesse mecanismo de divulgação (publicity) é a busca de um possível enfoque/interesse comum, nem sempre fácil.

A profissão de relações-públicas foi criada por um jornalista, Ivy Lee (em 1906), que, no momento em que a criou, deixou o Jornalismo. Este é o ponto que falta ser tratado, aprofundado e resolvido entre nós, errepês e jornalistas, no Brasil.

O outro tipo de conflito que se quer criar entre os dois perfis profissionais desserve à própria imprensa (que se enfraquece diante do "jornalismo de assessoria"), às organizações em geral (que traficam influência junto aos patrões, nos veículos), à cidadania, e à democracia - por razões óbvias.

E é artificialmente criado por gente de mentalidade "antiga" (mesmo entre jovens, mal-educados por professores que viveram sob a ditadura). Acaba sendo um must para patrões de mau-caráter, nas empresas, nas faculdades e na mídia.

Esta será a essência da fala programada no Clube de Comunicação, para o próximo dia 04/06: "só existem relações públicas fortes se há Jornalismo com ' j ' maiúsculo".

LINK para a matéria que motivou este post: http://www.corporateink.com/blog/2013/05/16/why-pr-is-more-interesting-than-being-a-reporter/?utm_source=May+2013+Newsletter+-+Amy&utm_campaign=May+Newsletter&utm_medium=email
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

OBSERVATÓRIO DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL faz convocação geral.


Em breve, notícias sobre a programação que o O.C.I. proporá para todo o 2014 - ano em que se comemora, a 2 de dezembro [nascimento de Eduardo Pinheiro Lobo - pioneiro líder de um departamento de RP do país, na Light (na foto estilizada)], o DIA NACIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS do centenário.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ESCÂNDALO: Entre as 100 cidades mais populosas, só 27 têm portais com dados públicos adequados à lei.

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D'O Globo, edição do dia 13/05/2013, página 3.

No dia 27 deste mês, vence o prazo para que os municípios com menos de 50 mil habitantes mostrem na internet, de forma detalhada e em tempo real, informações sobre suas receitas e despesas. Mas até hoje há municípios maiores — para os quais o prazo acabou em maio 2010 — que ainda não cumprem a legislação de forma adequada. Ao longo da última semana, o Globo fez um levantamento nos sites das prefeituras dos cem municípios mais populosos do Brasil. A maioria mantém "portais da transparência", mas boa parte deles peca pela qualidade das informações. Há problemas que vão de dados defasados e pouco detalhados até dificuldades de navegação e impossibilidade de exportar os dados. Apenas 27 prefeituras apresentaram portais de qualidade em conformidade com o previsto pela lei.

Em alguns casos, sequer há portal de transparência, seja porque o site está em manutenção, seja porque o link que leva até ele simplesmente não funciona. É o caso de Guarulhos (SP), Ananindeua (PA), Belford Roxo (RJ), Paulista (PE), Gravataí (RS) e Juazeiro do Norte (CE).

Em Salvador, o Globo não encontrou o portal no site da prefeitura: só foi possível achá-lo fazendo uma pesquisa no Google. Em Curitiba, os dados mais recentes são de fevereiro, e em Campinas (SP), de 2012. Ou seja, as duas prefeituras não cumprem a disposição de divulgar esses dados em tempo real. Em Belo Horizonte também há dificuldade em ver os dados mais recentes. Em Fortaleza e Goiânia, eles são pouco detalhados.

Das cidades com mais de 1 milhão de habitantes, em São Paulo, Rio, Manaus, Recife, Porto Alegre, Belém, São Luís e São Gonçalo (RJ) não houve maiores dificuldades.

O problema mais comum observado nos cem maiores municípios do Brasil é a falta de atualização em tempo real. Isso significa que eles não cumprem a disposição de informar, no máximo até o dia útil seguinte, suas despesas e receitas. O mais observado no levantamento feito pelo Globo foi o fornecimento de dados que vão até algum ponto de abril deste ano.

— Informação atrasada ou informação incompleta não é informação. Se esses portais não forem capazes de dar essas informações de forma adequada, de forma tempestiva e com os dados palatáveis, acessíveis ao cidadão, isso não é informação — avalia o professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB), José Matias-Pereira.

Para os estados e o DF, o prazo terminou em 2010. Todos já têm um [portal]. A ONG Contas Abertas elaborou em 2012 um ranking para avaliá-los. Em primeiro lugar está o de São Paulo, com nota 9,29 (de zero a dez). Em último, Mato Grosso do Sul, com 2,98. O Rio ficou em quarto: nota 7,8.

A obrigação de União, estados, municípios e DF de manterem um portal de transparência foi introduzida em 2009, por meio da Lei Complementar 131, de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP). Ela alterou a Lei de Responsabilidade Fiscal e estabeleceu que os municípios em desacordo com a legislação devem ser punidos com a suspensão de transferências voluntárias da União. A fiscalização ficaria a cargo dos Tribunais de Contas, nos estados, e do Ministério Público. Na prática, porém, ninguém é punido, o que preocupa o professor Matias-Pereira.

— Há uma tendência de haver uma postura de "compreensão" por parte dos governos com as prefeituras de pequeno porte, por causa dessa realidade que nós temos no Brasil. Os dados mostram que nem sempre isso está sendo levado em consideração. Imagino que essa é uma ameça para a efetivação do que busca essa lei, que caminha no sentido de obrigar os dirigentes a fornecer informações confiáveis e tempestivas — diz Matias-Pereira.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, diz que os gestores municipais procuram cumprir a lei, mas encontram dificuldades técnicas e não contam com o apoio dos governos federal e estaduais. Ele cita o artigo 64, da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece que a União deve prestar assistência técnica e cooperação financeira aos municípios.

— O Brasil tem uma realidade muito díspar. Hoje ainda temos centenas de municípios que sequer têm telefone dentro da prefeitura, o que dirá internet. A União, sabendo dessa realidade, se comprometeu em criar a tecnologia, transferir para os municípios e treinar. Mas nunca fez nada. Muitos estão cumprindo a lei. Muitos irão cumprir até o dia 27. Mas acredito que a grande maioria não irá cumprir — diz Ziulkoski.

José Matias-Pereira diz acreditar que os governos federal e estaduais devem se envolver mais no auxílio ao municípios, mas é crítico ao atraso das prefeituras em implantar portais.

— Do ponto de vista tecnológico, se eventualmente aparecer desculpa das prefeituras dizendo que é muito difícil implementar, não se justifica. Hoje nós temos as condições adequadas para fazer esses portais muito eficientes — avalia Matias-Pereira.

A diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Claudia Taya, concorda que muitos municípios têm como principal obstáculo a falta de tecnologia e pessoal capacitado. Mas diz que o governo federal ajuda as prefeituras que procuram assistência para instalar os portais.

— A dificuldade maior é que não existe um portal de transparência genérico. Cada lugar tem sua especificidade. Primeiro, tem que ter banco de dados adequado. Não adianta nem a CGU fazer um portal genérico (para fornecer aos municípios), porque não atenderia as especificidades de cada região. Então, a gente está tentando muito orientá-los nesse trabalho E como os governos estaduais têm mais conhecimento em relação aos seus municípios, eles estão tendo essas iniciativas — afirmou Taya, citando como exemplos a ajuda que o governo de São Paulo e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do Ceará estão prestando às cidades desses dois estados.

José Matias-Pereira se diz preocupado com portais sem níveis mínimos de transparência.

— Isso gera uma frustração e volta a sensação de que os governantes não têm que prestar informação ao cidadão — diz Matias-Pereira.
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sábado, 11 de maio de 2013

UM NOVO PONTO "G".

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ALERTA AOS QUE QUEREM UMA IMPRENSA MAIS JORNALÍSTICA E MENOS JORNALISMO DE ASSESSORIA! 

Aprovado o projeto de Resolução que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Jornalismo, bacharelado, (veja 'post' e 'link' abaixo), faltando, apenas, a sanção ministerial. 

A Comissão que tratou do mesmo tema para Relações Públicas, junto ao MEC, deveria posicionar-se CONTRÁRIA à seguinte redação do Artigo 4o., Item "G" : INCLUIR, NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL, AS ROTINAS DE TRABALHO DO 'JORNALISTA EM ASSESSORIA' A INSTITUIÇÕES DE TODOS OS TIPOS. 

Uma das mazelas - senão a pior - do jornalismo brasileiro (e das relações públicas brasileiras, por consequência) é o imoral exercício das duas profissões pelo mesmo indivíduo, ao mesmo tempo. 

O conflito de interesses dispensa mais comentários, pois é conhecido de todos. O mais tosco dos cidadãos compreende que um jornalista a serviço de uma empresa, promove-a nas páginas, no ar, e no ciberespaço da imprensa, desservindo a isenção, a democracia, aos cidadãos, à própria imprensa como instituição e à cidadania corporativa, sempre colocada sob suspeição a partir do exercício de tráfico de influência. 

Não existe - há muito tempo (como prova a modificação da denominação da Aberje) - "jornalismo empresarial". 

JORNALISTA É QUEM TRABALHA EM VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

LANÇADO HOJE, OFICIALMENTE, O "OBSERVATÓRIO DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL".

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O O. C. I. é uma iniciativa de quatro relações-públicas do Rio de Janeiro.

O modelo de negócios do O. C. I. é de filosofia colaborativa. Visite o blog inaugural (já pré-operacional há 90 dias) e participe:

http://oci-rp.blogspot.com.br/
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

RRPP: emprego ou independência?

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Empreendedorismo é coisa antiga na Comunicação. Terceirização idem. 

Jornais sempre contrataram terceiros como colabores não-fixos: críticos de arte, fotógrafos especializados, comentaristas econômicos. Agências de propaganda também - e numa proporção ainda maior.

Tudo o que não seja core business (atendimento, planejamento, criação, tráfego, mídia) era (e é) terceirizado: fotografia, roteiros, filmagem, desenvolvimento de promoções, de brindes, de eventos, serviços de relações públicas.

Só algumas agências "gigantes" podiam (e podem) ter alguns perfis desses como empregados, mas isto constitui a exceção e não a regra.

Já para os relações-públicas, a realidade sempre foi muito mais de "profissional liberal" (aquele que pendura uma placa na porta e presta serviços) do que de empregado. Historicamente, desde Ivy Lee. Claro que há as carreiras públicas, por concurso - mas isto é outra história.

Outra coisa conveniente a este "modelo de negócio": o relações-públicas nem sempre é ouvido, atendido em suas recomendações, e em muitos desses casos, "ganha" o dono, restando a nós "pegar o boné" e partir para outra. Fiz isso "n" vezes. E não me arrependo. Já vendi carro e imóvel, deixei de viajar e até de comprar livros por conta da manutenção da independência - algo que considero o mais importante quesito num consultor de relações públicas.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

RELAÇÕES-PÚBLICAS têm futuro... e muito trabalho pela frente!

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TRÊS razões

O Brasil trata - agora - de legalizar a vinda de médicos e engenheiros de fora do país para trabalhar... são os mega-eventos, a premência de melhora da infraestrutura, e um certo "apagão" de mão-de-obra qualificada que reluta em sair das grandes capitais.

UMA certeza

Como "bola da vez", o país avança. Apesar dos percalços conhecidos, não há entre os BRICS outra oportunidade do tamanho do Brasil para crescimento em consumo de serviços. E temos que "surfar essa onda" da melhor maneira possível, inclusive nas relações públicas.

DOIS campos vão "explodir" em dois anos: OUVIDORIA e MEDIAÇÃO DE CONFLITOS (ambas no campo do "R" - RELACIONAMENTO - do mix das Relações Públicas Plenas, os 4 Rs)

OUVIDORIA: Segundo determinação - ontem - da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os Planos de Saúde serão obrigados a criar ouvidorias vinculadas às suas estruturas organizacionais para melhorar o atendimento a seus clientes. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que as empresas deverão responder às demandas dos consumidores no prazo máximo de sete dias úteis.

No caso das operadoras com número igual ou superior a 100 mil beneficiários, o prazo para a criação das ouvidorias é de seis meses. As que têm menos de 100 mil beneficiários terão um ano para se adequar à norma. Nada menos que 60 milhões de brasileiros usam os serviços das operadoras de saúde. SAIBA MAIS.

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS: Uma comissão de juristas formada para propor mudanças na Lei de Arbitragem e Mediação foi instalada - ontem - no Senado Federal. Composto por 19 membros, o grupo terá 180 dias para apresentar um anteprojeto de lei com a reforma da Lei 9.307, de 1996.

A arbitragem é uma forma alternativa de solução de litígios entre pessoas físicas ou empresas, sem a necessidade da intermediação do Judiciário. Visa garantir às partes uma solução mais prática, célere e eficaz de conflitos, adotada em comum acordo pelos dois lados. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas, em 2010, apontou que valores movimentados pela arbitragem cresceram 185%, aumentando de R$ 867 milhões, em 2008, para R$ 2,4 bilhões, em 2009. O estudo considerou arbitragens feitas por empresas, fornecedores e consumidores em cinco câmaras de comércio em funcionamento no Brasil: três em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais. SAIBA MAIS.
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